O jornalismo e seu papel de fiscalizar

“Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade”.

Não queria começar esse texto com uma frase clichê, mas conseguir publicar uma reportagem após 14 meses de apuração deixa a gente com sensação de dever cumprido.

A frase acima é atribuída por muitos ao jornalista inglês George Orwell. Outros dizem que, na verdade, ela foi dita pelo americano William Randolph Hearst.

Na verdade, o mais importante nem é o mensageiro, e sim a mensagem. E não haveria frase melhor para definir nossa profissão — minha e de meus colegas dos jornais OVALE e Gazeta de Taubaté.

Para mim, a edição que publicamos nesse fim de semana é bastante simbólica. Ela sintetiza nosso papel de fiscalizar.

O compromisso da imprensa, seja ela escrita, falada ou televisionada, tem que ser com a população. Ou, respectivamente, com os leitores, ouvintes e telespectadores.

Foi para nossos leitores que criamos, ainda em 2013, o Promessômetro. Essa ferramenta acompanha a execução das promessas feitas pelos prefeitos de São José dos Campos e Taubaté. Prometeu? Cumpra.

Na edição desse fim de semana, trazemos um balanço dos resultados alcançados por Felicio Ramuth (PSDB) e Ortiz Junior (PSDB) após um ano e meio de mandato.

Também nessa edição, estreamos um caderno especial, que uma vez por mês servirá para uma reportagem mais aprofundada sobre determinado tema.

Lembra da frase do começo do texto, sobre publicar aquilo que alguém não quer que se publique? Durante 14 meses, a Câmara de Taubaté tentou evitar, ao máximo, que os dados de nossa primeira reportagem especial fossem publicados.

Apelamos à Justiça e ela decidiu que dado público deve ser — vejam só — público.

E o que esses dados mostram? Um esquema para fraudar as verbas de viagens recebidas pelos vereadores. Tudo comprovado por documentos oficiais da própria Câmara.

Com base nessas informações, você, leitor, conhece melhor a realidade da região.

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